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Cristo revelado nas festas de Israel

As Festas do Deus de Israel celebradas pelos judeus revelam a Jesus Cristo como o Messias. O AntigoTestamento é uma sombra do Novo Testamento no que se refere ao tratamento de Deus com seu povo, a vinda do Messias e a aliança estabelecida entre Deus e o homem. As festas judaicas têm muito a revelar quando estudadas de forma sistemática e sem dúvida, mostram a vinda do Messias, Jesus Cristo, para redenção da humanidade. É interessante como que celebrando estas festas ano após ano, o judeu não vê Jesus Cristo (Yeshua) revelado nestas celebrações que foram ordenadas pelo próprio Deus.
Nos EUA a afluência dos judeus é muito grande. Em toda parte podemos encontrar um e por isso, os crentes que vivem nos Estados Unidos têm maiores informações sobre o povo escolhido de Deus para levar a salvação ao mundo. No Brasil, até mesmo as igrejas evangélicas não ensinam muito sobre a tradição judaíca e sua simbologia. Por isso, escolhemos um tema bastante original nesta edição da revista Linha Aberta: As Festas Religiosas de Israel. Em Levítico 23 Deus esta-belece as Festas Judaicas, dizendo a Moisés que o povo deveria celebrar estas festas como do Senhor e que elas seriam proclamadas sagradas. A grande questão é: Que festas são estas e porque são importantes? Quais suas implicações messiânicas e porquê o crente de hoje, ou melhor, o gentio, precisa conhecer estas celebrações. Vamos de apresentar cada uma destas festas: a Páscoa, a Festa dos Pães sem Levedo, das Primícias, do Pentecoste, das Trombetas, da Expiação e dos Tabernáculos.
No Velho Testamento, no livro de Levítico, capítulo 23, Deus estabelece festas santas que deveriam ser celebradas pelo povo israelita perpetuamente em sinal de obediência ao Senhor. Por isso, até hoje os judeus comemoram estas festas. As sete festas tinham vários propósitos. Primeiro, de levar a mente e o coração do povo a Deus, segundo, buscar uma comunhão real com o Senhor e por último, ilustravam verdades espirituais e criavam uma idéia do plano de Deus para a humanidade. Neste artigo não queremos defender a celebração destas festas pelos crentes, mas informar sobre sua existência e de como podemos usar a história e os costumes de Israel para comprovar a messianidade de Cristo.
Antes de apontar as celebrações santas de Israel, o Senhor fala sobre o sábado, dizendo que o sétimo dia seria para o descanso e a meditação. Hoje, os judeus ortodoxos guardam o sábado como dia do Senhor, Sabbath, o sétimo dia, que era considerado o dia do descanso, o dia do Senhor, e que até hoje é celebrado pelos judeus ortodoxos. No período de nascimento da Igreja, o dia de celebração foi trocado para domingo. E hoje, evangélicos do mundo inteiro celebram a Deus no domingo.
O Sabbath (o significado em hebraico é descanso) é uma das mais importantes datas no ca-lendário judaico porque simboliza uma aliança entre Deus e seu povo. Este dia é também chamado Yom ha-Sh’vii (o Sétimo Dia) e Yom ha-Shabbat (o Dia do Descanso). Os dez mandamentos dados a Moisés pelo Senhor estabelece a importância do Shabbat (Exodos 20:8-12). O profeta Isaías (58:13-14) chama este dia de deleitoso, onde podemos nos chegar a Deus e conhecer a sua vontade através da nossa obediência.
A Páscoa
A Pesach do Judeus é comemorada na mesma época da Páscoa, que relembra a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesta data nós, os cristãos, comemoramos a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus, o Messias enviado para morrer pelos pecados do homem. Os judeus, por sua vez, não crêem em Jesus como o Messias e até hoje esperam sua vinda. Por isso, a Páscoa dos Judeus não comemora a morte de Cristo, mas a libertação do povo israelita do jugo de Faraó. Nós conhecemos a história das pragas do Egito e da morte dos primogênitos, relatada em Exodos 12, que revela como Deus poderosamente livrou os primogênitos dos israelitas quando o anjo da morte passou sobre o Egito e matou todos os

primogênitos dos egípcios, porque eles não tinham o sangue do cordeiro no portal de suas casas.
A páscoa dos Judeus, conhecida como Pesach (ou passover em inglês), foi uma ordenança estabelecida por Deus para seu povo e que revela Jesus Cristo como o Messias enviado. Veja Lev. 23, Num. 28:16. E mesmo celebrando esta festa por tantos anos, ainda hoje os judeus não conseguem ver Jesus revelado neste festival. Nós gostaríamos de tomar somente um exemplo para mostrar Jesus Cristo como o Messias enviado do Senhor. Gostaríamos de apresentar a você o matza, o pão sem fermento, que em tudo tipifica Jesus Cristo, conhecido entre os judeus por Yeshua Hamashia.
Matza é um pão sem fermento que representa Jesus Cristo sem pecado. Na bíblia, simbolicamente, levedo representa pecado. O Matza tem marcas de corte, e Jesus recebeu chicotadas que marcaram suas costas. O Matza é todo perfurado, Jesus teve o seu lado perfurado pela lança dos soldados romanos. 3 Matzas são enrolados num pano de linho, representando o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Matza do meio (chamado afikomem) é escondido por um pequeno espaço de tempo durante a celebração da Pesach, que é a Páscoa dos Judeus, para depois ser encontrado com grande alegria. Jesus foi enterrado por três dias, um pequeno espaço de tempo para depois ser ressuscitado pelo Espírito de Deus.
A palavra afikomen é a única palavra grega utilizada na Pesach (Páscoa) e seu significado é "Ele Veio". Uma das quatro perguntas da noite é porque eles só comem matza, pão sem fermento. Os judeus comem Matza durante a passover para lembrar seu tempo em que eram escravos de Faraó e de que naquela noite em que eles deixaram o Egito não tiveram tempo para assar o pão, que era feito com farinha e água. Durante a celebração eles escondem o matza e a criança que o encontra é premiada pelos pais. Da mesma forma, aquele que encontra a Cristo é premiado com a salvação, um presente do Deus Pai.

Festas dos Pães sem Levêdo

Logo depois da Páscoa continuava a celebração por mais sete dias (Levítico 23:6-8) Era a Festa dos Pães sem Levêdo (ou Pães Asmos), conhecida pelos judeus como Hag ha Matzot. Hoje as duas festas estão praticamente incorporadas e durante os sete dias do festival não se pode comer pão com levêdo.
Festa das Primícias
Celebrada no sábado depois da Páscoa, a Festa das Primícias representava a oferta dos primeiros frutos da colheita a Deus depois de um ano de produção (Levítico 23:9-14). Esta festa re-presenta a ressurreição porque revela como Deus devolveu a liberdade a seu povo depois de anos de escravidão no Egito. Num contexto messiânico, a festa dos primeiros frutos era para celebrar a ressurreição do Messias. I Coríntios 15:20 confirma esta posição: "Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem." E Nele todos serão vivificados.
Festa do Pentecoste
A Festa do Pentecoste (ou Shavout em hebraico) era celebrada 50 dias depois da Festa das Primícias. Também conhecida como Festa das Semanas porque comemora o tempo em que os Israelitas permaneceram no Monte Sinai, sete semanas depois de terem fugido do Egito. Esta celebração acontece no final da colheita, por isso muitos chamam de Festa da Colheita. Os filhos de Israel tinham que oferecer pão assado e esta oferta instituída nesta data tinha como objetivo lembrar o povo de que todo o bom e perfeito dom vem de Deus. No Velho Testamento (Exodos 32) Deus dá a lei ao povo de Israel e quando vamos ao Novo Testamento (Atos 2), na mesma época de celebração do Pentecoste judaico, o povo recebe a experiência do Pentecoste espiritual, com o derramento do Espírito Santo que simboliza para a igreja a colheita de almas para o reino.
Festa das Trombetas
A Festa das Trombetas é também chamada Rosh Hashanah e Yom T’urah (em hebraico). Oficialmente tem início o Ano Cívico do judeu. É celebrada nos dois primeiros dias do outuno (em setembro ou outubro, conforme o calendário judaico). Entre os judeus, é a celebração da criação do mundo. É também co-nhecida como o Dia do Julgamento, quando Deus senta no trono com o Livro da Vida escrevendo o destino dos homens e dando a todos tempo para o arrependimento. No Dia do Sacrifício este destino era selado.
Do ponto de vista messiânico, a Festa das Trombetas e o soar do shofar (trombeta) é o sinal de Deus que precede o arrebatamento da igreja. De acordo com as Escrituras, a Segunda Vinda do Messias será acompanhada pelo tocar da trombeta (I Tessalonicenses 1:16-19 e I Coríntios 15:51-52) e que este momento será como num abrir e fechar de olhos.
Dia do Sacrifício
O Dia do Sacrifício é também chamado de Dia da Cobertura (Yom Kippur em hebraico). Era neste dia que os pecados das pessoas eram cobertos por um ano diante de Deus. Em Levíticos 23:26-32 Deus fala aos israelitas como celebrar esta data. Era somente no Dia do Sacrifício que o Sumo Sacerdote poderia entrar no Santo dos Santos para oferecer incenso no altar para proclamar o nome de Deus e pedir perdão pelo pecado dos israelitas. Neste dia dois bodes eram usados na celebração do Yom Kippur. Um era sacrificado ao Senhor pelo Sumo Sacerdote como forma de santificação do homem, o outro solto no deserto levando o pecado do povo nas costas.
O Dia do Sacrifício é considerado o feriado mais importante no calendário judaico ( o segundo é a Festa das Trombetas). Neste dia os judeus reconheciam que eram pecadores e estavam separados de Deus. Nos tempos bíblicos, a oferta de sangue era dada como forma de sacrifício para remissão de pecado e no Velho Testamento a oferta de sangue de animais cobria o pecado do homem por um ano. No Novo Testamento, o verbo (Jesus Cristo) se fez carne para morrer no Calvário como o sacrifício perfeito pelos pecados da humanidade, judeu ou gentio. Conforme a própria Bíblia afirma, Ele veio não para cobrir, como no Antigo Testamento, mas para tirar o pecado do mundo, se apresentando como o cordeiro perfeito que tira o pecado do mundo.

Festa dos Tabernáculos

A Festa dos Tabernáculos ( Sukkot em hebraico) acontece cinco dias depois do Yom Kippur e dura sete dias. Esta festa começa depois da colheita, sendo um dos tempos mais felizes para o povo israelita. Celebra a provisão de Deus e nesta celebração todos são convidados, tantos judeus quanto gentios e por isso é chamada a Festa das Nações. Para os judeus era a Festa das Luzes e Jesus disse, em João 9:5, que é a Luz do Mundo. Sukkot profeticamente testifica que Deus proverá para todas as nossas necessidades. O tema da festa é a última colheita que será co-lhida para o reino de Deus. A última celebração santa ordenada por Deus aos Israelitas aponta para o reino milenar do Messias, quando Cristo reinará em poder e glória sobre a terra. Este será dia de vitória, conforme está escrito em Zacarias 14:9, quando Cristo reinará sobre a terra.

 

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